Empreendedores enfrentam uma forte concorrência
O vice-presidente jurídico da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Carlos Roberto da Fonseca Andrade, afirmou que, com o desemprego crescente, o espaço para novos empreendimentos começa a ficar menor. ''A diminuição dos empregos formais aumentou o número de autônomos e pequenos empreendedores. O excesso de oferta diminuiu o valor dos serviços. Como a carga tributária é alta, as pessoas acabam tendo baixo rendimento'', explicou.
Fora do mercado de trabalho formal desde 1996, o ex-funileiro e atual mototaxista Erivaldo da Silva, 44, sabe como é difícil conquistar clientes. Ele é presidente da Cooper Moto Táxi, cooperativa que reúne 28 mototaxistas de Londrina. ''Nossa maior dificuldade é fazer freguesia para não ficar parado. Por isto estamos nos organizando na cooperativa'', disse.
Ele contou que a maioria dos associados trabalha na área porque não encontrou emprego formal. Ciente de que será difícil retornar ao trabalho com carteira assinada, Silva recolhe a contribuição de autônomo, junto ao INSS, para garantir a aposentadoria. ''Minha meta e tornar viável a profissão de mototáxi.'' (C.A.)





