Empório árabe abre três novas lojas
Hussein Ibrahim Ibrahim, proprietário do empório de produtos árabes Al Baba, é outro empresário que está apostando em expansão, mesmo com a crise. "A gastronomia nunca para. Todo mundo precisa comer. As pessoas trabalham e não têm tempo para cozinhar e dinheiro para pagar empregada. Acredito que a crise é passageira", disse.
Ele abriu a primeira loja em Curitiba em dezembro de 2005, no centro. No final de 2013, abriu a filial no bairro Campo Comprido e, em 5 de setembro, inaugurou uma loja em Londrina. Ainda terá mais uma unidade em Londrina dentro de três meses. E, em outubro, será aberta nova filial em Curitiba. O investimento total chega a R$ 2 milhões.
Para Ibrahim, o melhor momento de investir é na crise. "Nestas épocas é possível negociar melhor o ponto comercial e os móveis para a loja", disse. "O nome da nossa loja é conhecido e é importante acreditar no que você faz e manter o mesmo padrão", completou.
O empresário conta que já tem uma clientela que gosta dos produtos e está inserida nas classes A e B. Ele disse que costuma ficar na cozinha, em cima de tudo. "Tudo que você faz é uma aposta. Tem que apostar. Há ganhos e perdas. Tem que dar o primeiro passo para Deus ajudar", destacou.
Segundo Ibrahim, foi compensador trazer maquinário do Líbano para a produção dos alimentos por ser mais barato e mais especializado do que se fosse adquirir estes produtos no Brasil. O empresário contou que a máquina de fazer pães árabes produz 7 mil unidades por hora. "Compensa mesmo com o dólar alto no Brasil", disse.
Agora, a meta dele é criar uma outra marca de loja em Curitiba que vai comercializar bolos franceses individuais, croissant e petit four junto com um sócio que deve vir do Líbano.
Ibrahim lembra que veio para o Brasil com 22 anos para estudar. Começou a fazer engenharia civil, mas acabou desistindo do curso faltando um ano e meio para a formatura. Em seguida, foi para a área do comércio. "O brasileiro tem que acreditar que o Brasil é forte. Eu acredito muito no Brasil", afirmou. (A.B.)





