A Copel distribuiu cartas-convite para a contratação de instituições financeiras para coordenar a emissão de debêntures e a renegociação dos eurobônus. A companhia já recebeu propostas de 14 empresas interessadas na operação de debêntures e de 17 para a repactuação dos eurobônus.
Como a Folha antecipou na edição de ontem, a Copel está lançando no mercado de capitais a emissão de até R$ 500 milhões em debêntures não conversíveis em ações e a repactuação da emissão de US$ 150 milhões em eurobônus, operação realizada em 1997 com prazo de 8 anos. A Copel informa que essas operações deverão ser desencadeadas até o final do mês de março.
Conforme nota oficial emitida pela Copel, a captação de recursos novos e a renegociação dos eurobônus vai lastrear o programa de investimentos da empresa previsto para este ano no total de R$ 333,5 milhões. Desse total, R$ 27,7 milhões serão investidos em geração, R$ 91,3 milhões serão investidos em transmissão, R$ 145,5 milhões serão investidos em distribuição e R$ 15,8 milhões serão investidos em Telecomunicações. As parcerias e empresas coligadas terão investimentos da ordem de R$ 48,8 milhões.
Conforme assessoria da Copel, os investimentos em geração vão financiar os trabalhos de manutenção e modernização das instalações existentes. Os investimentos em transmissão corresponde à manutenção e construção de linhas e de subestações, entre as quais a linha de transmissão Bateias-Jaguariaiva, cuja licitação feita pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Copel disputou e ganhou no ano passado.
Na distribuição, onde está concentrado o maior volume de investimentos, a Copel vai investir na manutenção do sistema de atendimento direto aos quase 3 milhões de consumidores que a empresa tem no Estado. Os investimentos em telecomunicações prevê o atendimento à grandes corporações através da comercialização de fibras óticas e o oferecimento de serviços de transmissão de dados.

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