Emergentes pedem ação das potências
Tim Sloan/France PresseNo rumo certoJames Wolfenshohn, presidente do Banco Mundial, e Michel Camdessus, diretor-gerente do FMI, ontem, no encerramento do encontro com os ministros econômicos de países da América Latina: aprovação às medidas anticriseEmergentes pedem ação das potências
Depois de dois dias de reunião, os ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais de nove países latino-americanos chegaram à conclusão de que dificilmente poderão assegurar a estabilidade de suas economias se as grandes potências não liderarem um esforço conjunto para controlar a crise financeira internacional.
Foram feitas propostas e sugestões de ações, que serão analisadas nas próximas semanas, e que não detalharei, explicou o ministro da Fazenda, Pedro Malan, antes de embarcar para o Brasil. Segundo ele, os outros participantes da reunião, convocada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) - as equipes econômicas dos Estados Unidos e do Canadá e representantes do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento - também concordaram.
O Brasil, a Argentina, o México e o Chile insistiram nesse aspecto: estamos fazendo o que tinhamos que fazer, já respondemos à crise do México e à crise da Ásia, mas estamos numa situação em que não podemos tratar disso só entre países em desenvolvimento, disse Malan. Não viemos pedir dinheiro, nem declarações de apoio do FMI, porque não é disso que precisamos - precisamos que os países desenvolvidos se dêem conta de sua responsabilidade, concluiu.
Malan voltou a rechaçar as teses de que o Brasil tem diante de si apenas as opções de desvalorizar o real, elevar a taxa de juros ou gastar recursos de suas reservas internacionais. Malan negou as três hipóteses, dizendo que não eram as únicas.
Explicou que a desvalorização é desnecessária porque o real tem sofrido uma depreciação nominal em relação ao dólar duas vezes maior que o índice de inflação. Também disse que, apesar de as taxas de juros terem sido reduzidas pelo governo, ainda são altas para os padrões internacionais, mas não adiantou se aumentarão ou baixarão no futuro. (Leia mais sobre as declarações do ministro nesta página).





