Embratur condena reajuste de passagem aérea nacional
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sexta-feira, 30 de maio de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - A tentativa das companhias aéreas de reajustar as passagens nacionais em 7,6% é inoportuna, na avaliação do presidente da Embratur, Caio Luiz de Carvalho. Não é hora de aumentar o preço das passagens, disse ele ontem. Seria injusto com outros segmentos, que estão sacrificando suas margens de lucro pelo desenvolvimento do turismo.
Na opinião do presidente da Embratur, um aumento nos preços agora só serviria para as companhias aéreas aproveitarem a intensificação do fluxo de turistas durante as férias de julho e nas festas de fim de ano. São essas mesmas empresas que impedem a desregulamentação do mercado no Brasil, comentou ele. Carvalho lembrou que, no Brasil, apenas 3% dos vôos são do tipo charter (fretados), que saem mais baratos. Na Europa, 56% dos vôos são charter.
O pedido de aumento nos preços foi encaminhado pelas companhias aéreas ao Departamento de Aviação Civil (DAC), subordinado ao Ministério da Aeronáutica, mas precisa receber autorização também da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Sae) do Ministério da Fazenda. Assessores da Sae informaram que o pedido ainda não chegou para ser analisado.
Para conseguir autorização do Ministério da Fazenda para o aumento, as companhias aéreas precisarão provar que cumpriram vários compromissos assumidos no ano passado. Há várias metas de ganho de produtividade, que propusemos para evitar que todo aumento de custo seja automaticamente repassado ao consumidor, explicou um técnico da Sae. Isso certamente será levado em conta na hora da concessão do reajuste.
Pelas regras atualmente em vigor, as tarifas podem ser reajustadas uma vez por ano, em índices pactuados com o Ministério da Fazenda. Em junho do ano passado o aumento foi de 13,5%. As empresas alegam que seus custos subirão com o dissídio salarial dos aeonautas e dos aeroviários.


