Embratur anuncia pacote de incentivo ao turismo
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - Viajar pelo Brasil fora dos meses de férias escolares vai ficar mais barato para o turista brasileiro. O presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), Caio de Carvalho, anunciou ontem, na presença do ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo, Francisco Dornelles, um pacote de redução de preços e tarifas de passagens áreas, hotéis, restaurantes e locadoras de veículos, além de redução de juros e ampliação de prazo para pagamentos em cartão de crédito.
O pacote turístico nacional, feito em parceria com o setor privado, valerá para os meses de março a novembro, exceto as férias de julho e os feriados prolongados. A campanha da Embratur Viva seu País começa a ser veiculada nos próximos dias. Até maio, segundo o presidente da Embratur, a empresa lança o livro azul, com a relação de todos os descontos concedidos pelos agentes nos meses de baixa temporada. A campanha da Embratur custará ao governo R$ 700 mil, sendo que a Credicard vai bancar pelo menos R$ 200 mil.
No setor de passagens áreas, por exemplo, o desconto varia de 15% a 50%. A Vasp se comprometeu a dar um desconto de 35% sobre o preço normal de suas passagens durante o ano todo. Já a Varig oferece desconto de 40% na baixa estação, além de aumentar de seis para 10 vezes o número máximo de parcelas. A Rio Sul preferiu escalonar seu desconto entre 15% e 50%, dependendo do percurso solicitado pelo passageiro. Já a Transbrasil, além de manter suas tarifas promocionais de acordo com o público alvo, ofereceu 50% de desconto no pacote turístico.
Os descontos para o pacote turístico nacional alcançam ainda os hotéis, em média de 50%, e as locadoras de veículos e restaurantes. No crediário, a única empresa a fechar com a Embratur melhores condições de pagamento para seus clientes foi o Credicard. Segundo o vice-presidente de Turismo da empresa, James Rubio, a administradora aprovou a ampliação do número de parcelas de 12 para 21 meses e a redução das taxas de juros de 4% para 3% ao mês.
O pacote turístico fechado com a iniciativa privada agradou o ministro Francisco Dornelles. De acordo com o ministro, o turismo só não crescia no Brasil por causa da inflação elevada e do fechamento da economia. Depois que retiramos esses dois fatores de estrangulamento, não há quem segure o setor, afirmou Dornelles. Para o ministro, o papel do governo é o de criar condições para que o setor privado possa fazer. O empresário que quiser ganhar dinheiro vai se voltar para o turismo, previu Dornelles.


