Embrapa prioriza produção familiar, anuncia Portugal
Vânia Casado
De Curitiba
O presidente da Embrapa, Alberto Portugal, fez uma videoconferência para os centros de pesquisa de todo o país para incentivar as pesquisas dirigidas para o atendimento da agricultura familiar. Um dos destaques da conferência foi o lançamento do Prêmio Embrapa de Reportagem 2.000, para reportagens que destacam os resultados da pesquisa para a agricultura familiar. O prêmio visa estimular a divulgação das pesquisas direcionadas para esse segmento da agricultura, eleita como prioritária pelo governo federal.
No mesmo evento, o Centro Nacional de Pesquisas em Florestas localizado em Colombo, região metropolitana de Curitiba, recebeu a visita de crianças de escolas públicas do município para conhecer o mini Jardim Botânico denominado Arboreto, em comemoração aos 20 anos de sua existência.
Em Colombo, A Embrapa Florestas vem direcionando diversos trabalhos para atender os pequenos agricultores. Um deles é a recuperação de florestas ciliares em pequenas propriedades, para devolver às margens dos rios a vegetação que existia antes da intervenção do homem. Para os pequenos agricultores, esse projeto permite o aumento da produtividade natural do solo, evitando gastos com aplicação de insumos químicos, que oneram os custos de produção.
Outro projeto que está sendo consolidado no Paraná é a pesquisa que comprova a elevação da produção de erva-mate com mais luminosidade para as plantas. Segundo os pesquisadores, a luz natural proporciona a produção de ervas menos amargas, que são as mais procuradas e proporcionam melhor preço aos produtores. A Embrapa-Florestas também está investindo em pesquisas com plantas medicinais, direcionadas aos pequenos agricultores.
Arboreto
Além da vídeo-conferência, a Embrapa abriu as portas do arboreto Botânico, com mais de 600 espécies vivas de árvores do mundo inteiro para o conhecimento das crianças. O arboreto é um embrião de jardim botânico, que iniciou em 1979 por iniciativa do pesquisador Paulo Ernani Carvalho, com o objetivo de estudar a formação de refúgios para a fauna. Iniciou com o plantio de apenas 25 espéceis e hoje conta com espécies como o pau-brasil, sequóia (a segunda espécie mais velha do mundo), ginko biloba (que existe há 250 milhões de anos) e outras espécies raras.





