Brasília - O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvio Crestana, anunciou que a Embrapa espera atingir este ano a marca de R$ 50 milhões em investimentos próprios em projetos de pesquisa agropecuária. No ano passado, a Embrapa direcionou de seu próprio orçamento R$ 39 milhões para pesquisas nessas áreas. ''Se contarmos com os recursos captados de outras instituições e ministérios, por meio de parcerias, atingimos a casa dos R$ 100 milhões em 2006'', contou Crestana.
Como marca das comemorações dos 32 anos de existência da Embrapa, a diretoria da empresa anunciou ontem 14 novas tecnologias em agropecuária e também lançou o balanço social. De acordo com o documento, foram gerados 112,5 mil novos empregos nas agroindústrias como decorrência do uso das novas tecnologias desenvolvidas pela Embrapa. Ainda segundo a empresa, foi possível gerar um lucro social de R$ 14 bilhões no ano passado.
O presidente da Embrapa explicou que o lucro social é medido levando em conta o uso e os retornos obtidos pelos produtores, a partir do conjunto de tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e disponibilizadas ao mercado durante todo o ano. Durante 2006, a Embrapa desenvolveu 250 tecnologias e cultivares e é sobre esse montante que se calculou o lucro social da empresa.

Tecnologias - Entre as 14 novas tecnologias apresentadas, há nova variedade de milho (BRS 4103), indicada para agricultura familiar e com recomendação para plantio nas regiões Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Sul e duas novas variedades de trigo (BRS 254 e BRS 264), com alta qualidade industrial para panificação e característica de ser ''precoce'' em relação às demais disponíveis no mercado (pode ser colhida de sete a 12 dias antes de outros tipos).
Segundo Crestana, todas essas novidades já foram testadas e estão disponíveis para os produtores e agroindustriais do País. ''No entanto, somente nas próximas safras teremos condições de medir o aproveitamento e os impactos comercial, social e ambiental, como sempre fazemos todos os anos'', acrescentou.
Para o presidente da Embrapa, a novidade na área de agroindústria de alimentos, a farinha mista à base de café e arroz, tem bastante potencial de ser bem-sucedida no mercado. ''Trata-se de um produto com muito apelo'', afirmou. A farinha pré-cozida à base de pó de café e arroz foi desenvolvida para ser incorporada em misturas para bolos, biscoitos e doces. O produto tem maior teor de fibras, de proteínas e óleos essenciais, aumentando as propriedades nutritivas dos alimentos.

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