Embrapa lança duas cultivares de girassol
A Embrapa Soja vai lançar duas cultivares de girassol no final de abril, durante o Ciência para a Vida, evento anual que reúne em Brasília os pesquisadores de todas as unidades da empresa. Desde os anos 80, é Londrina que coordena toda a pesquisa referente ao girassol dentro da Embrapa. São mais de 70 ensaios técnicos existentes no território nacional.
As duas novas cultivares estarão disponíveis no mercado daqui a dois anos. Uma delas vai elevar a quantidade de óleo da planta de 40% para 48%. O girassol é uma das oleaginosas mais potentes. A soja, por exemplo, tem 20% de óleo. O outro lançamento será uma variedade de ciclo precoce, que poderá ser usada como rotação ou sucessão de cultura ou consórcio. ''Estamos trabalhando nesses projetos e daqui a dois anos eles estarão disponíveis para o agricultor'', conta a pesquisadora Regina Villas Boas de Campos Leite.
Ela explica que as pesquisas com o girassol começaram na década de 80, com a crise do petróleo. O governo brasileiro buscava alternativas de combustível, projeto que ficou engavetado durante muito tempo e que ganhou força novamente a partir de 2005. Três pesquisadores da unidade de Londrina se dedicam exclusivamente ao girassol. ''Avaliamos cultivares de girassol das mais diferentes regiões do País e da Argentina e temos um programa de melhoramento genético.''
Embora o girassol venha sendo incentivado com o novo esforço do governo em oferecer alternativas de combustível, seu óleo não tem esta destinação como prioridade. ''Por ser um óleo nobre, os produtores conseguem melhores preço junto à indústria alimentícia'', revela a pesquisadora.
As maiores áreas cultivadas com girassol no Brasil estão no Rio Grande do Sul, Mato Grosso e em Goiás. ''O Nordeste surge como uma região emergente para o girassol'', informa Regina. (N.B.)





