O presidente da Embrapa, Alberto Duque Portugal, assinou ontem em Campo Mourão um contrato de ‘‘cooperação para o desenvolvimento rural’’, com a Coamo, Coagel, de Goioerê; e Coagru, de Ubiratã; com a Faculdade Estadual de Ciências e Letras (Fecilcam) e com a unidade do Centro Federal de Educacão (Cefet).
Através do convênio Campo Mourão vai se firmando como pólo industrial de alimentos. O senador José Eduardo de Andrade Vieira (PTB), que iniciou as negociações do contrato quando ainda era ministro, também participou da solenidade de ontem.
‘‘Trata-se de um caminho para que a tecnologia conhecida pelos pesquisadores chegue até os produtores, principalmente os pequenos agricultores’’, ressaltou o senador. O contrato assinado ontem é inédito. Ele prevê uma parceria entre os governos federal, estadual e municipal voltadas ao planejamento de projetos na agricultura, pecuária, silvicultura e produção de alimentos.
‘‘O desafio da competitividade só se vence se construirmos uma estrutura’’, ressaltou o presidente da Embrapa. ‘‘A região de Campo Mourão está demonstrando vontade de inovar’’, frisou. Os contratos também prevêem um trabalho de qualificação de mão-de-obra.
Além das cooperativas, a parceria da Embrapa com a Fecilcam e com o Cefet foram estratégicas. É que a faculdade abre no ano que vem o curso de Engenharia em Agroindústria, o primeiro do Estado e o segundo do País. Já o Cefet forma em 98 a primeira turma de técnica em Alimentos.

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