A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) assinou ontem com a empresa americana American Eagle o maior contrato de sua história. Foram comercializados 42 jatos regionais EMB-145, num valor próximo a US$ 1 bilhão. A companhia americana pode ainda optar pela aquisição de outras 25 unidades. Essa é a principal venda do novo aparelho da Embraer desde seu lançamento numa disputa direta com seu principal rival, o avião canadense Canader Regional Jet, da Bombardier.
A notícia do fechamento do contrato com a American Eagle trouxe um clima de euforia na Embraer. Entretanto, a direção da empresa aguarda o fechamento de mais um negócio de vulto ainda nesta edição da feira de Le Bourget, realizada nos arredores de Paris. O nome do novo comprador de jatos EMB-145 está sendo mantido em sigilo e, provavelmente, foi influenciado pela decisão da Eagle.
A direção da empresa teve a confirmação do negócio com a operadora americana na noite de anteontem. Segundo o diretor de assuntos corporativos da Embraer, Claudio Moreira, a vitória nesta concorrência altera profundamente o mercado internacional de aeronaves regionais. A Embraer deve recuperar a liderança neste segmento e desestabilizar a ascensão da Bombardier.
Um fator foi decisivo para reverter a vantagem do produto do Canadá sobre o brasileiro. Antes de se decidir, a operadora americana testou em suas linhas o Canader RJ e o EMB-145. ‘‘ Temos a comprovação que o nosso avião é o melhor’’, festejou Moreira. Ele afirmou que a empresa voltará a contratar mão-de-obra.
Foram oito meses de apresentações, testes e comprovações da saúde financeira da empresa para a direção da American Eagle, subsidiária da American Airlines. Moreira comenta que a maior preocupação do cliente era ter garantias da sobrevivência da Embraer no mercado. Isto foi sanado com a criação de mecanismos internos de financiamento usados hoje pela empresa em suas investidas comerciais.
Fokker O diretor da Embraer afirmou que há entendimentos no mercado interno com a TAM. A Rio-Sul adquiriu recentemente 15 aparelhos EMB-145 para substituir os aviões Fokker 100 de sua frota. O mesmo caminho poderá ser seguido pela companhia do comandante Rolim. Está nos planos da ex-estatal lançar, em breve, uma família de jatos, o EMB-135 e o EMB-170, com 35 e 70 lugares respectivamente.

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