Embraer encara cenário atual com 'incertezas'
A Embraer, a maior empresa exportadora do Brasil e quarta fabricante mundial de aviões comerciais, encara com incerteza os cortes de funcionários e as operações das principais companhias aéreas dos Estados Unidos, onde estão seus principais clientes. Mesmo assim, analistas consideram que ''os fundamentos da Embraer permanecem sólidos por sua elevada carteira de pedidos, segura posição patrimonial e bons indicadores financeiros''.
Na semana de 10 a 17 de setembro, as ações preferenciais da Embraer caíram 19%. Em três meses, desde que começaram os rumores de que a empresa iria rever para baixo o ritmo de entregas, caíram 54%, segundo o analista do setor Renato Prado, da corretora Fator Doria.
Na quinta-feira da semana passada, a Embraer reconheceu oficialmente que seu plano de entregas foi revisto novamente para baixo, em decorrência da não confirmação de algumas opções de compra. Ao invés de 200, serão entregues entre 185 e 190 aviões em 2001 e de 220 passarão a 200 ou 210 no ano de 2002. A carteira de pedidos da Embraer totaliza US$ 23,5 bilhões. Ontem as ações da empresa ficaram em segunda entre as maiores baixas da Bovespa, com recuo de 5,36%.





