Agência Estado
De S. José dos Campos, SP
A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) deverá anunciar amanhã seu aliado estratégico, num evento pela manhã no Hotel Renaissance, em São Paulo. Há fortes indicativos de que um consórcio franco-britânico-suíço (Dassault e Aeroespaciale, British Aerospace e Saab) foi o escolhido, por apresentar melhor proposta para as pretensões futuras da ex-estatal brasileira – que inclui um caça supersônico, abertura de novos mercados e jatos regionais maiores. Também será anunciado o início dos estudos para ingressar no mercado asiático.
A Embraer pretende fazer um alto investimento para conquistar o último grande nicho comercial ainda inexplorado, a China. O presidente da companhia, Maurício Botelho, admitiu que a aliança estratégica pretendida pela Embraer será fundamental na expansão das fronteiras comerciais.
A conquista deste novo mercado começará pela China, tida como o maior cliente potencial dos aviões brasileiros e com grandes possibilidades de expandir suas rotas de aviação regional nos próximos anos. ‘‘Estamos determinados a construir uma presença forte na Ásia’’, comentou Botelho.
A ação sobre o mercado chinês passará por uma avaliação geral, que determinará os custos do investimento e as atividades a serem desenvolvidas na Ásia. Essa operação será decidida em curto prazo, ainda no primeiro semestre de 2000. Botelho afirmou que existe a possibilidade de se criar entre três a cinco anos uma estrutura de atendimento na China, com uma grande lojística de suporte. Um dos motivos é a pequena experiência dos chineses em linhas aéreas regionais.

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