Embraer confirma fábrica e Maringá está no páreo
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terça-feira, 13 de junho de 2000
Agência Estado De São Paulo 
A direção da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) confirmou ontem que estuda a construção de uma segunda fábrica no País. Parte da produção desenvolvida em São José dos Campos será destinada a essa nova unidade.
No Paraná, a região metropolitana de Maringá está na disputa para abrigar a fábrica de aviões. O Estado disputa o investimento com Minas Gerais e Bahia.
O deputado federal Ricardo Barros (PPB), que está intermediando as negociações, informou que a disputa está entre os Estados e não entre os municípios, ou seja, a Embraer irá se definir pelo local que lhe apresentar os incentivos fiscais mais favoráveis. Os municípios da região metropolitana de Maringá indicados para receber a fábrica são Mandaguaçu, Presidente Castelo Branco ou São Jorge do Ivaí.
Segunda a empresa, a decisão de construir uma nova indústria foi tomada pela saturação do terreno da atual planta, que foi construída no final do anos 60 num anexo à àrea do Centro Técnico Aeroespacial (CTA). Para aumentar sua linha de produção, a ex-estatal ainda negocia a permuta de uma área pública com o munícipio, onde existe hoje parte da avenida dos astronautas. O local também será utilizado para expansão de seu complexo fabril.
A guerra fiscal entre os Estados está estimulando a Embraer a construir sua segunda fábrica fora dos limites de São Paulo. Os governos de Minas Gerais, Paraná e Bahia estão em negociação com a empresa, tendo em vista isenções fiscais e doação de área, confirma a direção da Embraer. Dificilmente a fábrica ficaria em São Paulo, mesmo tendo a subsidiária Neiva, em Botucatu, que produz os aviões turboélices, como o Brasília, e os aviões agrícolas. Isso porque o governo paulista não concede os benefícios fiscais pretendidos pelos controladores da empresa.
A nova unidade deve ser responsável pela produção de parte da família de jatos da Embraer, principalmente os aparelhos de grande porte que não derivam do ERJ-145 (50 passageiros), como os modelos ERJ-135 (37 passageiros) e o ERJ-140 (44 passageiros). Os aviões que seriam desenvolvidos nesta nova fábrica seriam os jatos ERJ-170 (70 lugares) e as versões ERJ-190-100 (98 lugares) e 190-200 (108 lugares).


