Taubaté - A Embraer vai apresentar na próxima segunda-feira (9), em São José dos Campos, um dos aviões que promete revolucionar a aviação comercial do mundo. O Embraer 190, a maior aeronave fabricada até hoje pelo País, aparece em um momento em que o mercado aeronáutico mundial dita as novas tendências: aviões de baixo custo, com menos lugares, mais lucrativos e que mantenham o nível de conforto e segurança de grandes aeronaves.
Depois dos ataques terroristas nos Estados Unidos, o mercado passou a ter outras exigências. O medo que se impôs diante dos ataques fez com que as companhias aéreas enxugassem os gastos e inovassem para manter a qualidade e a clientela. Nesta linha, vôos com metade da capacidade ocupada por passageiros se tornaram inviáveis e as aeronaves de menor tamanho passaram a preencher a lacuna das companhias aéreas. ''Por este motivo, o 190 é recebido de maneira muito positiva no mercado. É uma das estrelas da aviação no período pós-ataques terroristas'', afirma o vice-presidente Horácio Forjaz.
Segundo ele, pesquisas mostram que nos últimos 15 anos a faixa de mercado da indústria aeronáutica que mais cresceu foi a de aviões de médio porte, de 50 a 100 passageiros. ''E é neste mercado que estamos nos fixando, virando referência''. Diante da atual exigência do mercado, a Embraer não planeja fazer aviões maiores do que os fabricados atualmente. ''O quarto modelo será o Embraer 195 para até 118 lugares e vamos seguir nesta linha. Não vislumbramos nenhum avião maior que isso, pois essa não é a tendência atual''.
O 190 é o terceiro modelo da família Embraer 170/190, que teve um investimento total de um US$ bilhão e foi lançada no mercado internacional em 1999. Um pouco maior do que os outros dois primeiros modelos - 36 metros de comprimento e quase 11 metros de altura - o 190 tem 108 assentos e asas maiores, motores mais potentes e empenagens de maior porte. Fabricada em São José dos Campos (SP), a aeronave tem 50% de seus componentes importados e a outra metade produzida no Brasil.

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