Embarques de soja crescem 60% em Paranaguá
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de junho de 2003
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
De janeiro a maio deste ano, os embarques de soja no Porto de Paranaguá cresceram 60% em relação ao mesmo período de 2002. Foram 3,3 milhões de toneladas exportadas, ante 2,1 milhões de toneladas no ano passado.
O crescimento vem sendo observado há três meses. De janeiro a março o aumento foi de 48%, em comparação ao primeiro trimestre do ano passado. Comparando os primeiros quadrimestres de 2002 e 2003, as exportações cresceram 82%. No mês de maio, o incremento foi de 12%
Um dos motivos da performance positiva é o próprio crescimento da produção. Outro fator, de acordo com diretor empresarial do Porto, Orsival Francisco, é que a liquidez da soja é atrativa no Paraná. ''A oferta é competitiva e o mercado flui, os vendedores não ficam 'amarrando' o produto'', disse. Além disso, os países asiáticos estão comprando mais soja do Brasil.
Orsival acrescentou que a logística da cadeia produtiva paranaenese também favorece. Como há vários silos integrados, os vendedores comercializam em forma de pool. Desta forma, o processo de exportação é um só para todos os participantes do negócio, evitando que o navio precise fazer mais de uma atracação.
A capacidade de estocagem do Porto de Paranaguá é a maior do Brasil. O espaço para acomodar 1,2 milhão de toneladas permite abastecer vários navios ao mesmo tempo, agilizando o processo. ''No dia 8 de maio, batemos um recorde histórico ao embarcar 108 mil toneladas em 24 horas'', revelou. Ainda de acordo com o diretor empresarial, o aval do governo estadual sobre a qualidade da soja, através da análise da Claspar, oferece mais segurança aos compradores e contribui para tornar o produto paranaense atrativo.
Milho Contrariando a tendência observada na soja, as exportações de milho diminuiram de janeiro a maio deste ano, com relação ao mesmo período do ano passado. A queda foi de 34%. Em 2003 foram embarcadas 665.669 toneladas, ante 1.020.430 toneladas em 2002. Segundo Orsival, a explicação para esse comportamento é que, como não havia excedente de milho, o volume produzido acabou consumido pelo mercado interno.
A performance do mês de maio, por outro lado, indicam que as exportações do cereal começam a se recuperar. No período, foram embarcadas 190.764, contra 310 toneladas movimentadas em 2002.


