Curitiba - O bloqueio dos caminhoneiros não impediu o embarque de mercadorias no Porto de Paranaguá ontem. Por enquanto, a única ameaça é o tempo chuvoso que pode retardar novamente os embarques. Cerca de 14 navios estavam atracados, sendo que três deles estavam embarcando um total de 160 mil toneladas entre soja em grão e farelo. Os navios estavam recebendo as cargas estocadas no silo público e nos terminais privados.
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) estima que cerca de 400 mil toneladas de produtos estão estocados nos armazéns da área portuária, abastecidos com mercadoria transportada por ferrovia. Ontem, a América Latina Logística (ALL) aumentou para 20 mil toneladas o transporte de grãos e farelo para o Porto de Paranaguá. Anteontem, transportou 18,6 mil toneladas.
Em entrevista em rede nacional de TV ontem pela manhã, o superintendente do porto, Eduardo Requião, acusou as cooperativas de provocarem o colapso do porto porque continuam enviando caminhões para lá sem respeitar a ordem administrativa que determina enviar apenas a carga já contratada junto aos navios.
Em nota oficial, a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) rejeitou a acusação, alegando que respondem por apenas 30% do total de exportações soja. Segundo a entidade, o porto recebe produtos de outros Estados e de outras empresas que não são as cooperativas. (V.C.)

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