As exportações brasileiras de carne suína cresceram 43,5% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 97, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Exportadores de Carne Suína. De janeiro a junho deste ano, elas totalizaram 40.648 t contra 28.309t no primeiro semestre de 97. A receita cambial também teve aumento, mas em níveis inferiores devido ao recuo do preço médio da tonelada da carne suína na exportação. Nos primeiros seis meses deste ano, a receita cambial atingiu US$ 79,494 milhões contra US$ 64,190 milhões no mesmo período de 97, um aumento de 23,84%. Já o preço médio no semestre foi US$ 1.956,00 por tonelada, 13,75% inferior aos US$ 2.267 do primeiro semestre de 97.
O resultado das exportações no período é considerado ‘‘excelente’’ pelo setor exportador. Segundo o secretário-executivo da Abecs, Cláudio Martins, a expectativa é fechar o ano com um volume exportado de 90 mil toneladas contra 65 mil toneladas em 97. Os principais importadores de carne suína do Brasil nos primeiros seis meses de 98 foram Hong Kong (46%), Argentina (44%) e Uruguai (com 1.804.683 quilos).
Para a Rússia, o mais novo mercado para a carne suína brasileira este ano, foram embarcadas no semestre 19.522 quilos, de acordo com a Abecs. Os exportadores continuam apostando na Rússia e crêem em aumento das vendas para o país após a aprovação de 15 frigoríficos em SC e RS por uma missão veterinária russa. Um outro mercado que o Brasil está buscando é o Chile, segundo Martins, e no próximo mês técnicos do país devem visitar frigoríficos brasileiros.

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