Embarque é o menor em 20 meses
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 1998
Agência Estado 
Arquivo FolhaReflexos NegativosExportações de frango continuam sendo afetadas pela crise asiáticaAs exportações brasileiras de frango em janeiro deste ano foram as menores num período de 20 meses, totalizando 41.305 toneladas, 30,85% a menos que no mesmo período de 97, quando somaram 59.736 toneladas, segundo relatório da Associação Brasileira dos Exportadores de Frango.
A crise asiática, que provocou a desvalorização das moedas da região ante o dólar, continua afetando as exportações brasileiras, diz o diretor-executivo da Abef, Cláudio Martins. Além disso, em janeiro não houve embarques para a Rússia, onde os cortes de coxa de frango brasileiro estão concorrendo com o produto norte-americano, que tem preços mais competitivos. Houve também redução de quase 33% nos embarques para o Oriente Médio, principal comprador de frango inteiro do Brasil.
Martins afirma que é preciso levar em consideração o fato de que o mês de janeiro é um período tradicionalmente mais fraco para as exportações de frango. Segundo ele, janeiro de 97 foi uma exceção, e foi favorecido pelas boas exportações para a Rússia.
Em janeiro passado as vendas de inteiros somaram 26,3 mil t contra 39,3 mil t em janeiro de 97 e as de cortes, 28 mil t contra 50,1 mil t no mesmo de 97.
A receita cambial com as exportações de janeiro totalizou US$ 48,5 milhões, uma queda de 42,1% ante os US$ 83,8 milhõesobtidos com as exportações no mesmo mês de 97. Apenas as exportações de frango para o Mercosul cresceram em janeiro, passando de 3.005 toneladas para 3.588 toneladas, alta de 19,4%. A expectativa da Abef é de um melhor desempenho neste mês, mas Cláudio Martins reconhece que o ano não será muito favorável para as exportações. Estamos muito realistas, e trabalhamos com a possibilidade de queda tanto no volume exportado quanto na receita este ano, disse.
No entanto, se os novos mercados que os exportadores estão buscando forem viabilizados, a situação pode ser diferente, na avaliação de Martins. Segundo ele, através das embaixadas, o governo está consultando novas áreas, como a Índia, Paquistão e Malásia.


