Embargo à carne brasileira termina na próxima semana
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2001
Luiz Carlos Lopes Agência Estado 
A visita técnica de três horas que a equipe técnica formada de dois canadenses, uma mexicana e um adido agrícola da embaixada dos Estados Unidos fizeram ontem ao Frigorífico Bertin, em Lins (SP), levou o secretário da Agricultura de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles, a deixar as instalações da empresa com uma convicção: Tenho certeza de que o embargo à carne brasileira será suspenso entre segunda e terça-feira da próxima semana. Técnicos do Ministério tiveram a mesma impressão.
Meirelles acompanhou a comitiva durante toda a visita e negou que tenha ouvido qualquer referência dos técnicos à suspensão do embargo. Sua convicção, segundo disse, baseia-se no fato de que todas as perguntas feitas pelos visitantes foram adequadamente respondidas pelos representantes do Ministério da Agricultura que organizaram a visita. Agora eles devem estar convencidos de que o controle sanitário brasileiro é total e não há motivos para o embargo, disse.
Além de Meirelles, também o diretor de exportação do frigorífico Bertin, Marco Bicchieri, que acompanhou parte da visita, disse estar convencido de que o embargo será suspenso até o fim da próxima semana. O principal indício, explicou, está no fato de que a empresa recebeu quinta-feira solicitação de alguns clientes norte-americanos, no sentido de que seja apressado o embarque de 17 contêineres de carne embalada que estão retidos no porto de Santos. Eles disseram estar convencidos de que antes do produto chegar ao destino o embargo será suspenso, disse.
Silêncio Os técnicos estrangeiros, porém, mantiveram-se longe dos jornalistas, protegidos por um rígido controle de segurança montado pela Polícia Federal. No frigorífico, a informação era de que não haveria entrevistas por determinação do ministro da Agricultura, Pratini de Moraes. Só no final da visita eles permitiram que fotógrafos e cinegrafistas fizessem imagens. Os jornalistas foram mantidos do lado de fora.
Para entrar no frigorífico os técnicos tiveram de vestir aventais brancos e começaram a inspeção pelo curral onde estavam 820 animais para serem abatidos. Depois, estiveram nos setores de abate e de industrialização. Um funcionário do frigorífico que acompanhou a vistoria disse que os visitantes fizeram muitas perguntas e demonstraram estar satisfeitos com as respostas, mas evitaram fazer comentários sobre suas conclusões.


