Apesar do Brasil estar muito atrás dos Estados Unidos e Europa em relação a alta tecnologia de embalagens, algumas novidades estão surgindo no setor. José Pedro Cruz, gerente de desenvolvimento da Dixie Toga, aponta a sustentabilidade como a palavra-chave para o futuro das embalagens. ''Temos que facilitar a vida do consumidor, mas sem esquecer todas as questões que envolvem o meio ambiente''.
Em relação à praticidade, a tendência agora está ligada à embalagens que tragam porções individuais de alimentos, que possam ir ao micro-ondas e as embaladas à vacuo - mostrando o formato exato do produto. ''Outra novidade são as resseláveis, ótimas para frios. A pessoa consome o produto e consegue fechá-lo perfeitamente, sem perder nada do que comprou'', comenta Cruz.
O grande desafio das empresas é conseguir unir essa tecnologia a preços baixos, para que o consumidor não sinta tanta diferença no momento de adquirir o produto. ''Junto as marcas famosas vêm as chamadas marcas 'talibans', com preços muito baixos. Este é um ponto que dificulta num País como o nosso a entrada de maior tecnologia'', retrata o gerente da Dixie.
Em contrapartida, uma boa inovação pode significar um crescimento gigantesco nas vendas. ''Um projeto mal conduzido pode gerar um decréscimo nas vendas, assim como um bom projeto pode aumentá-las de 3% a 400%. Produtos, assim como embalagens, para alcançar o sucesso devem ter personalidade própria, de modo a ocupar um 'lugarzinho especial' na mente e no coração dos consumidores'', completa Carlos Zardo, coordenador da Abre. (V.L)

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