Embalagens e tintas terão alta em agosto
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quarta-feira, 26 de julho de 2000
Agência Estado De São Paulo 
As tintas e vernizes à base de solventes deverão ter reajuste entre 6% e 10% a partir de agosto. Sobre os produtos à base de água incidirão índices baixos, próximos a 6%. A previsão foi feita ontem pelo presidente-executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas e Vernizes (Abrafati), Dilson Ferreira.
O reajuste, segundo Ferreira, justifica-se pelo aumento dos custos das matérias-primas derivadas da nafta, usadas pelo setor. Em julho, a nafta foi reajustada em 29%. Para o consumidor, o aumento será na mesma proporção daquele repassado pela indústria ao varejo, avaliou Ferreira.
EmbalagensAs embalagens plásticas flexíveis vão custar entre 12% e 14% a mais para o atacado e o varejo, a partir do dia 1º. Para o consumidor do varejo, o impacto deverá ficar na média de R$ 0,02, valor considerado pequeno, já que é diluído no custo final.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief), Israel Sverner, informou que o aumento deve-se ao reajuste de 12% em média sobre o preço das resinas termoplásticas no mercado interno. Ontem, pedimos à indústria petroquímica que não repassasse o reajuste de 29% da nafta para as resinas, mas a resposta foi negativa, lamenta Sverner.
A nafta petroquímica é produzida ou importada pela Petrobras e fornecida às companhias petroquímicas (Copesul, Petroquímica União e Copene), que a transformam em derivados (eteno e propeno, por exemplo). Esses insumos são transformados pela indústria petroquímica em resinas termoplásticas.
Segundo ele, a soma do reajuste da energia elétrica, do frete por causa do aumento do preço dos combustíveis , dos pigmentos, das caixas de papelão (que embalam as embalagens plásticas) e das tintas e solventes, mais o repasse do aumento da nafta para as resinas, representa 18% de alta dos custos de produção até agosto.


