Embalagens devem informar sobre composição do café
A Apac admite que o custo do café a ser feito pelos produtores - individualmente, em grupos, associações, comunidades ou coopeativas - pode se tornar mais alto, variando muito conforme a situação. Mas, segundo o presidente da entidade, a primeira idéia é a do conceito. Você não vai comprar café pelo preço; vai comprar pela qualidade. O café tem que deixar de visto pelo mercado como uma commoditie, é um alimento, um produto nobre, conceitua Ricardo Strenger.
Um problema do mercado, hoje, segundo os cafeicultores, é que as indústrias não querem perder a liberdade de fazer os blends à sua maneira. Um projeto de lei na Câmara dos Deputados prevê a rotulagem do café em pó. As indústrias precisam fornecer as informações sobre a composição daquele produto. Isto é um passo importante para o consumidor. Os cafeicultores vão mais longe e defendem a rastreabilidade.
O que precisa chegar ao conhecimento do consumidor são informações básicas como a diferença entre arábica e robusta; que enquanto nos arábicas o teor de cafeína é baixo, o robusta tem alto teor de cafeína, fato que tem a ver com a saúde do consumidor.
Mas, quem garante que as informações da embalagem expressam fielmente os teores?
A contra-prova, que vai poder ser checada - explica Strenger.
O produtor pode entrar no processo industrial, incentiva Strenger. Para provar isto ele apresentou esta semana um produto que resulta da união de um grupo de produtores de Abatiá no Norte Pioneiro. O produto, de nome comercial Café Vero, é 100% arábico, segundo Strenger. O importante é que um número grande de produtores tome iniciativa semelhante; façam seus próprios cafés e defendam suas marcas, resultado de sua dadicação e conhecimento.





