Cascavel - A Secretaria de Meio Ambiente de Cascavel (Sema) e a Sudersha (Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental) iniciaram ontem a retirada de embalagens de agrotóxicos armazenadas na Unidade de Recolhimento e Triagem, junto ao Aterro Sanitário. São cerca de 30 toneladas de lixo tóxico que terão como destino indústrias de reciclagem e que não eram retiradas desde o final do ano passado.
A unidade de recolhimento faz parte do projeto Terra Limpa, do Governo do Estado, e centraliza o recebimento de embalagens de agrotóxicos (plástico, vidros, latas) utilizadas por produtores de 22 municípios da região de Cascavel. De acordo com o engenheiro Adolfo Ogura, da Sema, quatro caminhões farão a retirada somente das embalagens plástica que estão acondicionadas em fardos.
O engenheiro informa que as embalagens serão enviadas para duas empresas sendo uma do Estado do Rio de Janeiro e outra de São Paulo. Ele completa que as embalagens recicladas são utilizadas na fabricação de conduintes para instalações elétricas. ‘‘Dessa forma se evita a contaminação de mananciais por agrotóxicos’’, ressalta.
A retirada das embalagens da unidade de recolhimento também representa uma nova etapa no controle e armazenagem do lixo tóxico proveniente do meio rural. A partir do dia 31 de maio a unidade será assumida pela Associação dos Distribuidores de Defensivos Agrícolas e Veterinários do Oeste do Paraná (Addav).
Segundo o presidente da Addav, João Valmor Stona, caberá apenas ao produtor, também seguindo a legislação, levar as embalagens devidamente lavadas (tríplice lavagem) para a unidade. Ele explica que a unidade poderá receber também embalagens de outros municípios como já vinha acontecendo através do projeto Terra Limpa. ‘‘Basta que as demais associações formadas nos demais municípios se associem a nossa entidade’’, destaca.

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