Mário CesarForça diplomáticaKeith Haskell, embaixador da Grã-Bretanha, e o presidente da Codel, Alex Canziani, ontem em LondrinaO embaixador da Grã-Bretanha no Brasil, Keith Haskell, esteve ontem em Londrina. Ele está coletando informações sobre várias cidades brasileiras para enviar a empresários britânicos interessados em investir no País. ‘‘Algumas empresas como a Souza Cruz e o HSBC já têm intenção de aumentar sua participação no Brasil. Com estas informações, queremos atrair aquelas empresas que ainda não têm atividade no País’’, diz Haskell, que trabalha na embaixada britânica em Brasília há dois anos.
‘‘Muitos empresários ingleses ainda imaginam que o Brasil seja o mesmo da década de 70. Só que o País mudou. É isso que quero que eles percebam’’, afirma Haskell. Hoje, o embaixador embarca para Campo Grande (MS). Nesta semana, ele também visita São Paulo e Rio de Janeiro. ‘‘Um embaixador que só fica em Brasília não consegue compreender a realidade brasileira’’, diz Haskell.
Embora os ingleses tenham tido importante participação no surgimento de Londrina, Haskell diz que o que realmente contará no processo de atração de investimentos britânicos serão os incentivos oferecidos por cada município. O embaixador diz que tem confiança na política do governo brasileiro e na vitória contra a inflação.
A visita de Haskell é resultado do evento O mundo em Londrina, promovido em junho pela Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e que reuniu embaixadores, cônsules e conselheiros de 18 países. Acompanhado pelo cônsul geral, Ian Murray, de São Paulo, e pelo cônsul honorário do Paraná, Peter Ter Poorten, o embaixador foi recebido pelo presidente da Codel, Alex Canziani.

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