Abrir os mercados da África Austral para as empresas da região Norte do Paraná. Foi essa a promessa do embaixador da Namíbia, Lineekela Mboti, que ontem à tarde se reuniu com empresários na sede da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). Ele veio à cidade reforçar o convite para a missão empresarial àquele país africano, que será promovida pela Agência Terra Roxa de Desenvolvimento, entre os dias 18 e 22 de agosto.
Tendo o porto mais moderno da região, o de Walvis Bay, a Namíbia, que conta com apenas 2,3 milhões de habitantes, se coloca como porta de entrada para o sul do continente. "Se eu viesse aqui para apresentar um mercado tão pequeno, os senhores iriam rir de mim. Mas, nós criamos corredores que nos tornaram porta de entrada para a África", afirmou.
O embaixador garantiu que, a partir de Walvis Bay, os empresários poderão acessar os países vizinhos sem burocracia e sem taxas adicionais. E lembrou que a maioria deles crescem a uma taxa acima de 5% ao ano. Mboti afirmou que a região africana se interessa tanto pelos produtos prontos que são produzidos no Paraná, quanto por eventuais parceiros na abertura de empreendimentos por lá. "Nós produzimos peixes, mas precisamos de embalagem. Produzimos crustáceos, mas precisamos de parceiros para empacotamento e processamento desses crustáceos", contou.
Barcos, todo tipo de material de construção civil, cosméticos e móveis são exemplos de produtos que, segundo ele, podem ser comprados do Brasil pelos africanos. O embaixador disse ainda que a Namíbia oferece oportunidades para a indústria da construção civil. "O nosso governo lançou um programa para construir 182 mil casas populares. E já iniciou a contratação das primeiras 10 mil."
Ele disse que o governo namibiano se dispõe a preparar a agenda dos paranaenses com os empresários locais. E fez questão de ressaltar a estabilidade política do seu país. "Somos um povo pacífico e temos uma democracia que funciona", disse.
Vice-presidente da Terra Roxa, Fernando Kireeff afirmou que 30 empresários do Norte do Paraná se mostraram interessados em participar da missão. Ele lembrou que a agência já se reuniu com representantes de Walvis Bay em três ocasiões e que vê boas oportunidades de negócios para ambos os lados. "Vejo (na Namíbia) um potencial para a agroindústria, para material de construção, móveis, telecomunicações e manufaturados em geral", disse.

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