Embaixador diz que Brasil não quer atrasar Alca
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 01 de fevereiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
O Brasil não tem intenção de retardar a formação da Aliança de Livre Comércio das Américas (Alca), apenas não quer fazer negociações de afogadilho. Esse foi o comentário feito ontem pelo chefe da área econômica do Itamaraty, José Alfredo Graça Lima, a respeito das declarações do futuro representante comercial dos EUA, Robert Zoellick.
Em depoimento ao Senado, anteontem, Zoellick disse que, se algum país tentar retardar a formação da Alca, será deixado para trás. Como alternativa para os EUA estimularem a liberalização comercial no continente, ele citou o acordo bilateral dos EUA com o Chile. Precisamos ver em que contexto ele disse isso. Talvez ele tenha dito que os acordos bilaterais serão a alternativa possível caso o governo americano não obtenha o fast-track.
Na avaliação do embaixador, a negociação país a país desfiguraria a idéia de se formar um bloco continental de livre comércio. Ele explicou que o Brasil não quer retardar a Alca, mas não concorda com a proposta do Chile, que quer fixar a data de 1 de janeiro de 2005 como prazo máximo para entrada em vigor do acordo. Como alternativa à proposta do Chile, o Brasil propõe que se fixe um prazo de um ano, após a conclusão das negociações, para a Alca entrar em vigor.


