Embaixada Brasileira na Coréia recebe Missão Econômica do PR
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quarta-feira, 10 de dezembro de 1997
Carlos Trindade Especial para a Folha Coréia do Sul 
Carlos TrindadeRecepçãoA embaixatriz do Brasil na Coréia, Tânia Serra, Emilia Belinati e o embaixador Sérgio SerraO embaixador do Brasil na Coréia do Sul, Sérgio Serra, e sua esposa Tânia Serra, receberam com um coquetel a 26ª Missão Econômica do Paraná ao Japão e Países Asiáticos. A missão paranaense visita o país em um momento muito delicado na sua situação econômica. A Coréia é o país que mais está sofrendo as consequências da crise na Ásia. Segundo o embaixador Sérgio Serra, a embaixada tem estado bastante movimentada em função do interesse por maiores informações sobre a situação - que pode afetar também empresas brasileiras que têm negócios na Coréia. Também participou da recepção o representante do grupo Jabur em Seul, Daniel Sunkap Lee, que representa os negócios da Jabur Pneus na Coréia
Os jornais do Japão e da Coréia publicam diariamente as mais diversas opiniões de analistas sobre a crise do sudoeste asiático. As opiniões são unânimes quanto à gravidade da situação. A Coréia se prepara para receber a intervenção do FMI que, às vésperas das eleições presidenciais no país, tratou de garantir que qualquer que seja o candidato eleito as condições para a ajuda devem ser cumpridas.
Inicialmente a Coréia deve receber mais de US$ 50 bilhões, dos quais US$ 10 bilhões são do Japão. Grande parte das maiores corporações coreanas entraram em concordata, e a dívida interna é muito grande. A crise obrigou os bancos a transformar as dívidas dos financiamentos em capital e o valor da garantia dada pelas empresas é muito maior do que dispõem para pagá-las. A crise provocou a maior desvalorização da história do won, a moeda coreana, em tão pouco tempo. Só nos últimos 40 dias a moeda desvalorizou quase 50%. Para se ter uma idéia, um telefone Motorola Startac 6000 pode ser comprado por US$ 315.
A maior dificuldade é cobrir o rombo deixado pela desvalorização sem provocar inflação ou adotar a indexação da moeda. O governo coreano sabe que o FMI é um mal necessário, mas não vê outra alternativa. Se por um lado os turistas fazem a festa com os dólares, a reposição de estoques fica impossível sem o aumento dos preços. Esse é um dos pontos que o FMI está mais preocupado, por isso espera diminuir rapidamente o impacto da intervenção para que o país não seja vítima de uma grande recessão.
Os combustíveis já tiveram um aumento de 20% mas por enquanto o resto do país ainda não repassou a diferença para os preços. O comportamento é típico de uma economia acostumada a inflação baixa: a previsão para o ano de 1997 era de 4,7%, se não fosse a crise. Os mais otimistas não acreditam em prazo menor que 3 anos para que a economia da Ásia volte ao normal.
Cidades irmãs A última agenda cumprida no Japão pela 26ª Missão Econômica do Paraná foi uma visita à prefeitura e Câmara de Comércio da cidade de Himeji, cidade irmã de Curitiba. Como as demais cidades da província de Hyogo, Himeji é muito bonita e altamente industrializada. Segundo o presidente da Câmara de Comércio, o orçamento da prefeitura para o ano que vem é de US$ 2,6 bilhões. O detalhe é que a cidade tem o mesmo número de habitantes de Londrina, mas com uma receita 20 vezes maior. A comitiva foi recebida pelo presidente da Câmara de Comércio, Sr. Takafumi Fujii, e diversos assessores.
Monumento de Maringá De passagem por Kakogawa, cidade japonesa irmã de Maringá, a missão conheceu uma praça que possui um grande monumento de pedra esculpido com o mapa do Brasil e enviado pela prefeitura de Maringá como símbolo da amizade e relação que desenvolvem há 20 anos.


