Emater vai implantar Programa de Demissão
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
Andréa Bertoldi <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Emater do Paraná pretende iniciar ainda neste ano um Programa de Demissão Incentivada (PDI) como parte do novo modelo de gestão administrativa que começa a ser implantado. Para participar deste processo, o funcionário precisa ter 35 anos de contribuição e 60 de idade para se habilitar. Hoje, a instituição tem 110 pessoas com idade acima de 60 anos, que já se aposentaram mas continuam trabalhando.
Quem aderir ao PDI vai receber até 35 parcelas no valor de 80% do salário. O número de parcelas depende do tempo de serviço de cada funcionário. Após o quinto ano de implantação do programa, a estimativa é gerar uma economia de R$ 21 milhões.
Hoje, a média de salário na Emater para quem tem nível superior é de R$ 7 mil a R$ 10 mil e para nível médio R$ 2,5 mil a R$ 3,5 mil. Como a média de idade dos funcionários é 54 anos, muitos deles recebem salários elevados. Em alguns casos, com a saída de um funcionário antigo seria possível contratar dois ou três novos. Haverá um período de transição para que os funcionários que estão saindo possam ajudar na capacitação dos novos. O secretário estadual de Agricultura, Norberto Ortigara, disse que já há um orçamento para o PDI, mas não revelou valores. ''Temos uma estrutura relativamente envelhecida. É preciso sangue novo, trazer novos talentos e oxigenar a nossa instituição'', disse.
A previsão é implantar o PDI ainda em outras três instituições - a Claspar, Codapar e a Ceasa, que também têm estruturas envelhecidas, mas ainda sem data definida. Outro objetivo é fazer a junção da Claspar e da Codapar, o que ele acredita que há grandes possibilidades de acontecer.
Com isso, também será possível fazer novas contratações para a instituição que há 16 anos não amplia significativamente o quadro de funcionários. Hoje, a Emater tem 1.200 servidores e a meta é contratar mais 400 até o final do governo atual, ou seja, 100 pessoas por ano, entre engenheiros agrônomos, florestais, médicos veterinários, técnicos agrícolas e administradores.
''Precisamos de gente nova no campo'', disse Ortigara. Segundo ele, hoje há 40 escritórios da Emater no Estado sem nenhum funcionário e 170 escritórios com apenas uma pessoa cada um. O secretário explicou que isso leva a uma baixa capacidade de oferecer atenção qualificada ao produtor rural.
Hoje, a Emater completa 55 anos. O presidente da entidade, Rubens Niederheitmann, disse que o foco é a recomposição do quadro de funcionários. Segundo ele, os escritórios da instituição que têm mais falta de servidores são os da região central do Estado.


