Curitiba - Parceria entre a Emater Paraná e a Berneck Aglomerados dará oportunidade a pequenos produtores rurais da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) de diversificarem suas atividades aproveitando áreas ociosas de suas propriedades. O programa de cultivo florestal, apresentado ontem, será lançado no próximo dia 18, na Lapa (71 quilômetros a oeste de Curitiba). A intenção é atingir este ano, pelo menos, 200 produtores, que receberão mudas a preços subsidiados, assistência técnica para o plantio e suporte para capacitação de mão-de-obra.
O coordenador do projeto junto à Emater, Júlio Minioli Netto, explica que o agricultor pode aproveitar áreas ''quebradas'' da propriedade, em que o cultivo agrícola é inviável, para plantar florestas e ter uma alternativa de renda. Além de aproveitar áreas ociosas e garantir uma ''poupança verde'' aos pequenos produtores, o programa pretende contribuir para a redução do corte de mata nativa.
Segundo dados da Berneck, a rentabilidade do cultivo florestal depende da manutenção e do manejo adequado, mas em média o produtor já obtém receita de R$ 4 mil por hectare no primeiro desbaste, que acontece entre o oitavo e o décimo ano. No segundo desbaste, entre o 14º ao 16º ano, o valor sobe para R$ 7 mil por hectare. O maior retorno do investimento acontece após 20 anos, quando é feito o corte final, quando a rentabilidade do produtor chega a cerca de R$ 40 mil por hectare.
A expectativa de Minioli Netto é a de que, em 10 anos, o programa consiga cobertura florestal de 10 mil hectares, abrangendo entre 800 e 1 mil produtores rurais. O projeto será iniciado pelos municípios da Lapa, Contenda, Araucária e Quitandinha e a intenção é estendê-lo para toda região.
Podem participar do programa pequenos e médios produtores rurais com propriedades de no máximo 100 hectares. A área para o cultivo florestal não pode ultrapassar os 20 hectares por produtor/ano. Haverá ainda prioridade de utilização de mão-de-obra familiar.
Para a empresa, a parceria também é interessante à medida em que se garante novas fontes de matéria-prima. O engenheiro florestal da Berneck Aglomerados, Denis Oliva Pioto, disse que a empresa também pretende formar uma base florestal na região onde ela atua.

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