Emater inclui algodão na lista de prioridades
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quinta-feira, 08 de julho de 2004
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
Técnicos da Emater que prestam assistência a agricultores familiares do Paraná vão dispensar atenção especial aos produtores que pretendem plantar algodão na próxima safra de verão. A cultura, que praticamente desapareceu do Estado na década de 90, retorna gradativamente às lavouras por oferecer boa rentabilidade.
O assunto foi discutido, ontem, na terceira reunião de programação macro-regional da Emater, que reuniu 50 extensionistas do Norte do Paraná. O evento teve o objetivo de ajustar as estratégias da entidade para a safra 2004/2005. O aumento do número de beneficiários pelo Pronaf e o estímulo à integração entre lavoura e pecuária também constaram da pauta de discussões.
De acordo com Antônio Celso de Souza, gerente técnico e de desenvolvimento da Emater, a área de algodão pode crescer até 20%, no Estado, na próxima safra. A maioria dos agricultores que investe na cultura já plantou algodão nos tempos em que o Paraná era o maior produtor nacional, mas desistiu do produto por causa da crise do início dos anos 90.
''Nossa orientação é para que os produtores se informem sobre a perspectiva de mercado antes de se decidir pela cultura de verão'', disse ele. A Emater também recomenda negociações para garantia de preços mínimos com futuros compradores. ''A cultura tem que ser retomada com as devidas cautelas.''
O diretor técnico da Emater, Robson José Curty, lembrou que outra preocupação da empresa é com relação ao impacto ambiental inerente ao cultivo da algodão. A cultura exige muito agrotóxico e sempre foi campeã de intoxicação de produtores. Além disso, são grandes os riscos de danos ao meio ambiente. ''É necessária assistência técnica adequada para minimizar os impactos'', disse.
Outra prioridade da Emater para a safra é o estímulo de projetos de integração entre lavoura e pecuária. O objetivo é otimizar a utilização das áreas disponíveis e, assim, driblar a falta de fronteiras agrícolas no Estado.
O arranjo entre produção de soja e carne bovina garante lucros de R$ 1.620,00 por hectare ao ano. No casamento do leite com soja, o produtor pode obter R$3.720,00/ha/ano. Leite com feijão resulta em renda de R$3.783,00 e leite com milho, R$3.504,00/ha/ano.


