Em uma semana, euro chega a 300 milhões de europeus
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de dezembro de 2001
France Presse 
Paris Em sua reta final, euro estará dentro de uma semana nos bolsos de 304 milhões de europeus e espera uma boa acolhida, como a que tiveram recentemente as primeiras moedas. Nascido no dia 1º de janeiro de 1999, o euro teve de esperar três anos para poder destronar as moedas européias, às quais substituirá. Três anos foram necessários para cunhar 50 bilhões de moedas e imprimir 15 bilhões de cédulas.
Durante todo este tempo, os cidadãos praticamente ignoraram sua nova moeda, mantendo-se fiéis às antigas divisas. ''Até agora, o euro era dançar sem música e sem parceiro'', segundo o ministro francês de Economia, Laurent Fabius. No dia 31 próximo, à meia-noite, o euro concreto se juntará às celebrações do Ano Novo.
O alcance histórico deste evento foi destacado pelos chefes de Estado e de Governo europeus reunidos em Laeken (Bélgica) no último dia 15: a chegada das moedas e das cédulas em euros é ''o ponto culminante de um processo histórico de uma importância decisiva para a construção européia e dá uma expressão visível ao projeto europeu''.
Ponta de lança da construção européia, o euro tem a missão de reforçar a identidade continental. Mas também provoca um certo temor, porque muda os costumes, impõe uma nova escala de valores, abre uma nova página de história e enterra as arraigadas moedas nacionais.
Os primeiros meses do euro serão os mais sensíveis. Os bancos e estabelecimentos comerciais terão de garantir com segurança o câmbio de bilhões de cédulas, enquanto os consumidores deverão evitar possíveis enganos e aprender a contar em euros como se aprende um novo idioma.
Na Alemanha A grande maioria dos alemães acha que a entrada em vigor do euro como moeda única européia no próximo dia 1º de janeiro de 2002 vai provocar o aumento dos preços, segundo pesquisa realizada entre novembro e dezembro nesse país. Os habitantes das regiões orientais alemãs são os mais céticos (83%), em comparação com os da parte ocidental (76%).
Dos 2.030 entrevistados, 78% não acreditam que a passagem para a moeda única européia vá ocorrer sem efeitos negativos sobre o mercado, informou o Instituto Demoscópico Allensbach. Já 16% confiam que os preços não vão variar quando a moeda começar a circular, enquanto apenas 2% acreditam que as compras ficarão mais baratas com a nova moeda. Muitos dos entrevistados confessaram ter dificuldades para converter mentalmente os valores da moeda nacional para o euro. A marca dos preços em euro dá a falsa impressão de que os produtos são mais baratos.


