Brasília - A balança comercial brasileira acumula superávit - saldo positivo entre as exportações e as importações - de US$ 8,612 bilhões no ano até a primeira semana de abril, volume 38% superior ao de igual período de 2004 (US$ 6,242 bilhões). Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento.
O resultado é a diferença entre as exportações de US$ 25,039 bilhões no mês e as importações de US$ 16,427 bilhões. Tanto as vendas ao exterior quanto as compras mantém um ritmo de crescimento forte, 25,1% e 19,2%, respectivamente.
A primeira semana de abril - dias 1 a 3 - teve apenas um dia útil. Neste dia, US$ 588 milhões em mercadorias brasileiras foram embarcadas ao exterior. Já as importações somaram US$ 295 milhões, o que dá um saldo positivo de US$ 293 milhões.
O aumento do saldo comercial ocorre mesmo com a apreciação do real frente ao dólar. Ontem, está abaixo de R$ 2,70. Em fevereiro, chegou a ser negociado a R$ 2,55. Em tese, quanto menos vale o dólar, pior para os exportadores, já que os produtos brasileiros ficam mais caros lá fora. No entanto, essa é uma relação difícil de medir, já que muitos dos contratos de exportação são fechados com meses de antecedência, com uma taxa de câmbio diferente da atual.
No início do mês passado, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse que o dólar acima de R$ 2,70 é ''mais consistente'' para os exportadores.
Em 2004, a balança comercial registrou um superávit de US$ 33,696 bilhões, o que representa um crescimento de 35,9% em relação a 2003 (US$ 24,8 bilhões). É o maior saldo positivo da história do país e o segundo recorde anual consecutivo.
Para este ano, o mercado financeiro prevê um superávit comercial de US$ 29,84 bilhões. Já a previsão do Banco Central é que a balança termine o ano com um saldo positivo de US$ 27 bilhões.

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