Em um ano, montadoras elevaram quadro de pessoal em 25% no PR
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de maio de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
O setor automotivo paranaense gerou 3.452 novos postos de trabalho entre fevereiro do ano passado até o mesmo mês neste ano, entre empregos diretos e indiretos. O balanço foi divulgado ontem pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Paraná e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Com aumento de 25%, o resultado mostra que há hoje 18,1 mil metalúrgicos que atuam no sistema automotivo, incluindo as fábricas Volvo (caminhões e ônibus) e New Holland (implementos agrícolas).
A fabricação de peças para o sistema de direção e suspensão dos carros foi o que mais cresceu com um aumento de 190% na geração de empregos. Em seguida está a contratação de pessoal para a linha de montagem com 134,6%. O aumento na aquisição de mão-de-obra faz parte do projeto das novas montadoras de aumentar aos poucos a produção de carros, mas a Volvo, instalada há mais de 20 anos em Curitiba, também contratou em 1999. Ele precisou ampliar o número de funcionários para trabalhar na usinagem e fábrica de cabines.
A Renault e a Audi têm planos parecidos de crescimento de produção. Para o primeiro ano, seriam 24 mil unidades, 70 mil para o segundo ano e 125 mil para o terceiro ano até chegar a 210 mil em 2005. Elas têm mantido o cronograma.
Juntas, as montadoras instaladas no Paraná produziram 26,1 mil veículos apenas no primeiro trimestre deste ano, o que corresponde a 7% da produção nacional. A média fabricada acabou sendo influenciada pelas férias coletivas do início do ano. No segmento de máquinas agrícolas, a produção no trimestre foi de 1,6 mil unidades, sendo que a New Holland detém 24% do mercado nacional.
Devido ao início da produção em escala ter se dado nos primeiros meses do ano passado, não é possível traçar um comparativo de fabricação na Renault e Audi. Mas, segundo a pesquisa, há um indício de que ocorreu um aumento de 28% na produção no primeiro trimestre deste ano sobre 99. Há um aquecimento na economia e isso se reflete em vários indicadores econômicos como emprego e vendas na indústria, comentou o economista do Dieese, Cid Cordeiro.
A geração de emprego nas montadoras, que ainda reflete o período de instalação das indústrias, deve apresentar um refluxo no próximo ano. O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, Núncio Manala, disse que haverá uma redução neste número.


