Em um ano, 12 mil caminhões vão perder frete para ferrovia
Com a Ferroeste em operação, há uma previsão de que 35% do transporte rodoviário atual de grãos tenha que migrar para outras regiões além do Oeste do Paraná. O setor vai enfrentar uma dificuldade muito grande, prevê o presidente da Federação das Empresas de Transportes do Paraná, Areli Teixeira de Lara. O transporte ferroviário será mais barato que o frete.
Teixeira de Lara informa que hoje existe uma frota entre 25 mil a 30 mil caminhões destinados ao carregamento agrícola e desses, em torno de 35% devem perder o frete para a ferrovia. Segundo ele, as empresas deverão passar uma reengenharia operacional para abrir novos mercados fora do alcance da ferrovia.
As previsões de transporte de grãos pela Ferroeste são as seguintes: em 1997 serão transportadas um milhão de toneladas em grãos; em 1998, a ferrovia deverá ter capacidade para dois milhões de toneladas, que significam 50% da demanda atual na região. A previsão é de que em 1999 a ferrovia esteja operando em sua capacidade plena prevista, de quatro milhões de toneladas. (M.T.M.)





