Rio - Apesar dos sinais de melhora em alguns indicadores econômicos, o mercado de trabalho permanece em deterioração no País. O número de desempregados alcançou o patamar recorde de 13,547 milhões de pessoas no trimestre encerrado em fevereiro de 2017, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como consequência, a taxa de desemprego saltou de 10,2% no trimestre até fevereiro de 2016 para 13,2% no trimestre até fevereiro de 2017, também o número mais alto já registrado.

Em três anos, o total de desempregados no País mais que dobrou. Em fevereiro de 2014, havia 6,623 milhões de desocupados, contingente que subiu para os atuais 13,457 milhões, o equivalente a 6,924 milhões de desempregados a mais. "Quando você dispensa uma pessoa, você está levando ela e mais alguém junto para a fila da desocupação", disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Só na indústria, já foram quase dois milhões de postos de trabalho fechados nesse período. "Todos sentiram, mas a indústria mais, por ser um grupamento mais organizado, por ter participação importante de estados como São Paulo, Minas Gerais, estados do sul do País", argumentou Azeredo.

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