A Pro Teste- Associação Brasileira de Defesa do Consumidor avaliou o poder de limpeza e ação bactericida de 10 marcas de detergente. Descobriu que eles não são bactericidas e, pior, em cinco marcas já havia bactérias antes do teste. Ao final, o teste revelou também produtos eficientes, mas que podem não render muito. Como além da eficácia na lavagem, o que mais preocupa o consumidor é o rendimento, a Pro Teste adotou esse critério na hora de indicar a escolha certa.
Foram testados os produtos em embalagens de 500ml, com fragrância neutro, das marcas: Barra, Big, Bio Brilho, Extra, Great Value, Limpol, Mega, Minuano, Urca e Ypê.
Na análise da embalagem dos detergentes, a associação verificou as informações presentes nos rótulos, o aspecto do produto e a facilidade de manipular o frasco. Todos os rótulos traziam as informações consideradas básicas. Mas nenhum informava a dosagem recomendada para o uso, o que é importante para não haver desperdício. Assim, todos os produtos foram classificados como bons.
Uma das marcas, no entanto, além de apresentar os mesmos problemas que os demais, ainda trazia um aspecto curioso: uma massa esbranquiçada aparecia dentro de seus frascos sem se misturar ao líquido amarelo, nem quando sacudido vigorosamente. Isso pode indicar uma deterioração ou uma separação dos ingredientes, o que pode impedir o uso do conteúdo do frasco em sua totalidade.
Os detergentes não se anunciam como bactericidas, mas a Pro Teste considerou importante a eliminação de bactérias, especialmente as que podem se desenvolver na esponja e vir a causar infecções, gastroenterites e outros males. Portanto, o poder bactericida dos produtos também foi avaliado. Uma determinada quantidade de bactérias conhecidas foi introduzida no detergente e, após um intervalo fixo de tempo, verificou-se a quantidade ainda presente. Cinco marcas conseguiram reduzir o número de bactérias após 30 segundos, mas não a ponto de serem considerados germicidas. Mas a grande surpresa veio com as outras cinco marcas, que já apresentavam bactérias em seu interior antes mesmo do teste.
Essa descoberta indica que o processo de produção não é controlado. Ou seja, em algum momento da produção ou do transporte ocorreu uma contaminação e os conservantes presentes nos detergentes não foram bons o suficiente para conter o desenvolvimento das bactérias.

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