Em SP, tarifa vai ser menor. No NE, a linha
As tarifas da telefonia celular na banda B, privada, cobrados pelo consórcio Tess no interior de São Paulo serão 14,75% mais baixas, em média, do que as cobrados hoje pelo setor público, ou banda A. A ligação local cobrada pelo consórcio vencedor Tess, por exemplo, custará R$ 0,25 o minuto, enquanto as da Telesp e da Ceterp (Companhia Telefônica de Ribeirão Preto) custam hoje R$ 0,27 o minuto.
O preço de habilitação também será inferior aos R$ 330 cobrados hoje pela Telesp. A tarifa prevista é de R$ 200. A assinatura custará R$ 23 na banda B, enquanto hoje, pela Telesp, o preço é de R$ 27.
O presidente da Tess, José Henrique Castanheira, disse que os preços devem cair ainda mais ao longo do tempo, na medida em que a concorrência se acirre na região. A estratégia do consórcio, segundo ele, seguirá três fases. Até o final de 1998, os preços serão cobrados conforme a proposta apresentada ontem. A partir dessa data, até o ano 2000, a empresa se empenhará em reduzir os preços.
A partir do ano 2000, a idéia é popularizar ao máximo o uso do celular, procurando levá-lo a todas as faixas sociais e etárias da população. O consórcio informou que pretende instalar 300 mil novos terminais (linhas celulares) no interior do Estado em dez meses. Das 110 cidades do Estado, apenas as 11 com mais de 200 mil habitantes serão atendidas na sua totalidade no primeiro ano de operação.
São elas: Bauru, Campinas, Franca, Limeira, Piracicaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São Vicente, São José dos Campos, Santos e Sorocaba.
Os consumidores do Nordeste - com exceção de Bahia e Sergipe - poderão ter acesso a uma linha de telefone celular, dentro de um ano, por apenas R$ 33. O presidente do consórcio BSE S/A (vencedor da concorrência na área), Roberto Peón, afirmou que a decisão de fixar a tarifa de habilitação num patamar tão baixo foi tomada com base em uma pesquisa de marketing feita na região. O estudo mostrou que os usuários do Nordeste davam mais importância a uma tarifa fixa de acesso reduzida do que aos preços cobrados sobre o minuto de ligação.
Assim, enquanto a tarifa de habilitação cobrada pelo BSE S/A é quase dez vezes menor do que a cobrada hoje pelas subsidiárias da Telebrás na região, o preço do seu minuto para ligação local é apenas 13,3% menor. O BSE S/A pretende investir R$ 450 milhões nos próximos três anos.





