Em SP, casos de greening disparam 82,8% em 1 ano
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terça-feira, 30 de outubro de 2012
Gustavo Porto <br> <br> Agência Estado 
São Paulo - Os casos de greening (huanglongbing), considerada a pior doença da citricultura, atingem 6,91% das plantas do parque comercial citrícola do estado de São Paulo, ou cerca de 13,8 milhões dos 200 milhões de árvores em produção. No ano passado, a doença era encontrada em 3,78% das plantas, o que revela um aumento de 82,8% da incidência entre os períodos. Os dados constam de levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), ontem.
Conforme o estudo, mais de 60 mil talhões de pomares - cada um com 2 mil plantas - têm ao menos um caso da doença em 2012, ante cerca de 50 mil talhões em 2010, crescimento de 20% entre os períodos. O levantamento amostral de greening foi feito por 80 inspetores, que percorreram 3.371 talhões, inspecionando 10% das árvores de cada talhão.
De acordo com o Fundecitrus, desde o ano passado, mais da metade dos talhões do Estado de São Paulo têm pelo menos uma planta infectada com greening. Do total, 35,9% dos talhões não têm a doença. Dos 64,1% que estão contaminados, 21,2% apresentam até 2% das árvores doentes, índice ainda considerado baixo. ''Em 57,2% dos talhões não há a doença ou ela está em níveis muito baixos. Esse é o número que devemos manter, pela sanidade do parque citrícola no futuro'', informou o pesquisador do Fundecitrus José Belasque Junior.
Segundo ele, o aumento linear de talhões com greening era previsto desde o surgimento da doença, em 2004, devido ao fato de o greening não ter cura. ''O citricultor precisa fazer o controle adequado da doença. O pacote tecnológico para o greening, composto pelo plantio de mudas sadias, controle do inseto vetor e inspeção e eliminação das plantas doentes, funciona e equivale apenas de 5% a 10% do custo de produção de uma caixa'', observa.
Regiões
Com 9,89% das plantas contaminadas, ante 6% em 2011, a região central de São Paulo, onde a doença foi detectada no País, perdeu o posto de a mais afetada pelo greening no Estado. A região leste, no entorno de Araras (SP), tem 14,80% das plantas atingidas pela praga, o dobro do ano passado.
A legislação exige que o produtor faça no mínimo quatro inspeções anuais e entregue dois relatórios durante o ano com os levantamentos da doença. O produtor que não erradicar as plantas antes da fiscalização da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) pode ser penalizado pela Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo com multas.


