O que fazer quando as dívidas batem à porta? Sem saída, muitas pessoas acabam optando pelos empréstimos bancários. Porém, a alternativa nem sempre é a mais acertada. O economista Renato Pianowski orienta que algumas situações podem ser resolvidas com um financiamento, mas às vezes, a solução é mesmo economizar e negociar de outras formas.
Segundo o economista, vale a pena tirar um empréstimo bancário quando o objetivo é liquidar uma dívida muito alta. Por exemplo, pagar as despesas de cheque especial e de cartão de crédito. A alternativa, conforme Pianowski é interessante, pois o devedor ''troca'' uma dívida, cujos juros são em média de 7% a 9% ao mês ( no cheque especial) e de mais 10% ao mês ( nos cartões), por uma conta mais estável, na qual as taxas de juros giram em torno de 2% a 5% ao mês.
''Nesse caso é interessante, o devedor concentra todas as contas em um único lugar. Daí, é lógico, tem que parar de usar cheque especial e cartão de crédito'', avisa.
A alternativa de emprestar dinheiro de banco ou financiadora também é válida quando o consumidor deseja trocar o carro que tem por um mais novo. ''Mas só vale se a quantia necessária para comprar o carro for pequena, tipo 10% do valor do automóvel'', frisa o economista. Ainda assim, destaca ele, as despesas com esse financiamento tem que caber no orçamento da família.
Situações inesperadas, como um problema de saúde, também podem ser atenuantes para pedir um empréstimo. ''Às vezes a pessoa chega no hospital com alguém da família que precisa realizar um exame ou qualquer outro procedimento na hora. Sem saída, acaba passando vários cheques e depois não tem como pagar. Então, um empréstimo pode amenizar a situação'', acrescenta Pianowski. Emprestar dinheiro de alguém da própria família, de acordo com ele, só se a relação for bastante estreita. Ele sugere que o devedor até negocie algum tipo de juro com o familiar, para também não prejudicá-lo.
O economista ressalta que para comprar eletrodomésticos, eletroeletrônicos ou bens de menor de valor não vale a pena fazer um empréstimo no banco. O ideal seria o consumidor utilizar o crediário da própria loja, lembrando que nas parcelas estão embutidos os juros.

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