Centenas de manifestantes mantêm parado o trânsito na região do Departamento de Relações Exteriores do Canadá, na capital Ottawa, para protestar contra a criação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas). A intenção dos participantes era entrar no prédio oficial, achar e liberar ao público uma cópia do rascunho do acordo, que deverá ser discutido no próximo fim de semana na Reunião Ministerial de Buenos Aires.
A polícia não interveio na manifestação até o final da tarde, mas continuava em guarda isolando a frente do edifício, segundo a versão eletrônica em tempo real do Ottawa Business Journal.
O protesto foi qualificado pelos organizadores como um ‘‘aquecimento’’ para a Cúpula das Américas – em que a Alca deve ser o tema dominante – nos dias 20 e 22 de abril, em Quebec, Canadá. Os manifestantes afirmam que o processo de negociações para a Alca tem sido mantido em sigilo e que, com a criação da área, o controle sobre programas sociais será entregue a um organismo supranacional que responderá apenas a multinacionais.
Esta primeira semana de abril marca o início de uma nova fase dentro do cronograma de criação da Alca, já que os negociadores dos 34 países comprometidos com a formação da área preparam a minuta do documento que vai reger o comércio na região. A minuta será levada à Cúpula de Quebec – onde os manifestantes prometem grandes protestos.
Cúpula das AméricasSeguro de que pelo menos 30 mil manifestantes protestarão durante a 3ª Cúpula das Américas, o governo canadense encarregou cerca de 7 mil policiais e agentes civis de cuidarem da segurança dos 34 chefes de Estado que se encontrarão em Quebec, de 20 a 22 deste mês. O esquema é o maior da história do Canadá.
Em comunicado transmitido ao vivo pela Internet, o encarregado de coordenação da Cúpula, Mark Lortie, informou que pelo menos 500 policiais especialmente treinados serão designados como motoristas e guias dos automóveis dos chefes de estado e das delegações.
Durante a Cúpula de Quebec, segundo informações do governo canadense, a cidade vai receber grupos contrários ao livre comércio, ambientalistas, sindicalistas e liberais.

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