As Bolsas de Valores ficaram, disparadas, com a liderança do ranking das aplicações financeiras em novembro, apesar da forte queda de ontem (-5,08%). O Indice Bovespa, que reflete a variação dos preços das ações mais negociadas, fechou o mês com uma valorização de 22,48%, a maior alta mensal desde abril de 1995, quando alcançou 28,02%. Naquela época, o País se recuperava do ‘‘efeito tequila’’ (crise mexicana) e do ajuste cambial. As razões para a alta de 22,48% na Bovespa estão justamente nas fortes baixas anteriores, desencadeadas pela crise russa de agosto. Só naquele mês o Ibovespa despencou 39,55%. As ações ficaram baratas demais. O início da reação foi em outubro passado, quando o Ibovespa subiu 6,89%.
Na renda fixa, a liderança foi do CDB prefixado de grande investidor, com 2,50% brutos e 2,00% líquidos, considerando 20 dias úteis e sem levar em conta a CPMF. Os fundos de 60 dias devem render, em média, 2,48% brutos e 1,98% líquido, mas vários deles conseguiram rentabilidade acima do CDI (2,57% brutos) e com boa vantagem sobre o CDB de grande investidor. Os fundos de 30 dias, que rendem um pouco menos por causa do compulsório de 5%, estão com boa distância sobre a poupança. Devem dar, em média, 1,86% líquido, contra 1,1167% da caderneta, muito afetada em novembro pelo redutor da TR. De qualquer forma, todos deram ganho real no mês passado. O IGP-M registrou deflação de 0,32%.
A poupança, mesmo rendendo menos, deu ganho real de quase 1,50% sobre o IGP-M. Os ativos de risco mantiveram o ritmo esperado. O dólar comercial deslizou como sempre, embora um pouco pressionado. Tanto assim que o preço de venda variou 0,72% no mês. Mas o ritmo da minibanda continua o mesmo. Enquanto isso, o dólar paralelo recuava. Passou a fase aguda da crise cambial. O ágio do ‘‘black’’ está em 3,60%, contra 13% no auge da crise de fuga de dólares em setembro passado.
O ouro, que no Real perdeu sua atratividade como ativo financeiro, registrou em novembro certa estabilidade. A maior influência na formação do preço interno vem dos preços internacionais, que estão no patamar de US$ 290 por onça-troy (31,1 gramas) há meses.

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