Entidades da sociedade civil ligadas ao setor produtivo emitiram nota de apoio ao movimentos dos caminhoneiros. A Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) frisa que "o pleito da categoria é pertinente e deve ser analisado com muita atenção pelas autoridades". De acordo com a nota, "a desoneração fiscal dos insumos no transporte de cargas é a medida mais adequada" para atender o movimento.

A Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) se solidariza com reivindicações dos transportadores, mas pede solução para o impasse, que já causa prejuízos para empresas e população. Ainda de acordo com a nota, a Fiep "entende que essa situação é resultado de uma série de políticas públicas equivocadas, que geram insegurança e instabilidade para o setor produtivo e para a sociedade."

O presidente da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), Ágide Meneguette, diz que a manifestação têm todo o apoio do órgão principalmente porque a redução no preço do combustível, especialmente o diesel, é de "interesse do produtor rural e da sociedade, já que a alta vai impactar diretamente nos custos de produção".

Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acompanha com preocupação o impacto da greve dos caminhoneiros e defende a suspensão dos bloqueios das estradas, enquanto as partes envolvidas negociam o fim da greve dos caminhoneiros. "A expectativa da indústria é que o acordo privilegie o equilíbrio, e que os interesses de grupos não se sobreponham aos dos demais setores da sociedade ou onerem ainda mais os custos de produção."

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