Em nota, cervejaria se diz vítima de falsas denúncias
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quarta-feira, 15 de junho de 2005
Das agências 
São Paulo - O grupo Schincariol divulgou nota negando as acusações de sonegação, evasão de divisas, formação de quadrilha e corrupção ativa, feitas ontem pela Polícia Federal e Receita Federal. Em nota oficial, a empresa diz que lamenta como ''foi conduzida a ação, pautada por um comportamento violento e sensacionalista contra cidadãos de bem, que não ofereceram qualquer resistência, com residência fixa e conhecida, dirigentes de uma empresa que contribui reconhecidamente para o desenvolvimento do país''.
Os irmãos Adriano e Alexandre Schincariol foram presos em casa, ontem de manhã, em Itu (SP). O tio, Gilberto Schincariol, e seus dois filhos, Gilberto Júnior e José Augusto, também foram detidos. A Polícia Federal ameaçou usar explosivos para efetuar a prisão de Gilberto Schincariol, pois os seguranças da casa se recusavam a abrir os portões para os policias cumprirem o mandado de prisão.
Na nota oficial, a Schincariol informa que não é a primeira vez que a empresa é vítima de acusações como essa. ''Em 1993, quando alcançamos 4% do mercado de cerveja, fomos alvo de acusações de que nosso crescimento era fruto da sonegação de impostos. Passados 12 anos, quando o grupo Schincariol alcança 13% do mercado, novamente as falsas denúncias vêm à tona.''
A Schincariol informou ainda que os documentos fiscais da empresa ''sempre estiveram à disposição do fisco''. A empresa também defendeu a instalação de medidores de vazão, que permitem a verificação da produção de bebidas. ''Em janeiro último foi concluída a instalação de medidores em todas as unidades de produção da empresa, aguardando unicamente a homologação da Receita Federal para que entrassem em funcionamento'', diz nota da cervejaria.
A Schincariol tem capital 100% nacional, possui sete fábricas no país que empregam diretamente 7.000 pessoas. Uma oitava fábrica deve ser inaugurada ainda neste ano.
Ambev - A AmBev teve motivos de sobra para comemorar o dia de ontem. Desde que o Grupo Schincariol passou a incomodar, conquistando fatias de mercado, a empresa, que tem em seus quadros o ex-ministro da Justiça Milton Seligman e o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, vem denunciando práticas desleais de concorrência. A ação da Polícia Federal, nesse sentido, trouxe alívio para a empresa, que decidiu não se pronunciar.
Além disso, o Cade deu sinal verde para a fusão com a belga Interbrew e os papéis da AmBev na Bolsa de Nova York, as ADRs, passaram de uma cotação de US$ 28 para US$ 36.


