São Paulo - Quando o asssunto é desbancar a Nestlé ninguém consegue imaginar que o desafio possa ser feito por uma empresa de capital nacional. O Grupo Mabel, segundo maior fabricante de biscoitos, no entanto, quer entrar nessa disputa e levar o troféu. Trabalha com afinco em lançamentos, descentraliza a empresa, abre novas fábricas em pontos estratégicos do País e investe sem medo da crise.
Para Sandro Scodro Mabel, presidente da holding que controla o grupo, é mais fácil fazer negócios e investir em momentos de crise, quando o mercado está meio ''bambo''. Isso porque o segmento de biscoitos que, em 2001, movimentou R$ 3,1 bilhões ao produzir 1 milhão de toneladas, segundo dados da Associação Nacional da Indústria de Biscoitos (Anib), deve fechar em queda. ''A expectativa é que 2002 encerre com produção negativa entre 2% e 3%'', afirma Cid Maraia de Almeida, presidente da Anib.
O aumento de preços gerados pela alta do trigo é um dos fatores responsáveis pela retração do setor. O Executiv Club, biscoito na categoria Soda Cracker em embalagem ''pocket'', é o primeiro lançamento do segundo semestre.
Na próxima segunda-feira, o Grupo Mabel começa a distribuição no Estado de Goiás, além de Cuiabá (Mato Grosso) e Palmas (Tocantins) da nova linha que será produzida na unidade de Goiânia. A partir de outubro o produto chega às demais cidades da Centro-Oeste e, em meados de novembro, em todo mercado. O volume inicial está estimado em 800 toneladas/mês com capacidade de ampliação de 30%. Os investimentos somaram R$ 400 mil e o objetivo é de, no primeiro ano, o biscoito ter uma participação entre 3% e 3,5% no faturamento.
Paralelo ao lançamento, o grupo dá andamento ao processo de descentralização da empresa e investe R$ 20 milhões na sexta unidade fabril, que começa a ser construída em Araquari (SC).

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