Em Maringá, taxa média dos hotéis chega a 60%
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quarta-feira, 04 de julho de 2007
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
O cenário do segmento de hotéis e turismo de eventos em Maringá é bastante diferente de Londrina. Segundo o sindicato da categoria, a média de ocupação dos hotéis na cidade é de 60% a 70%. ''Somente na entressafra, nos meses de janeiro e fevereiro, é que o volume cai e fica entre 45% e 50%. São médias boas e que se mantêm por conta dos eventos de negócios que acontecem na cidade'', comentou o presidente do Sindicato, Mário Roberto Andregheti. Atualmente o segmento conta com 35 hotéis - de até quatro estrelas - e 2,2 mil leitos.
O setor está apoiado nas ações do poder público que trabalha para atrair turistas. ''Estamos estruturando Maringá para receber bem os turistas e todos que visitam a cidade'', afirmou Rosangela Arrabal Danielides, gerente de turismo da Secretaria Municipal da Indústria, Comércio e Turismo de Maringá.
Entre as medidas adotadas pela prefeitura está a inauguração da ''Passarela da Moda'', na PR-317. ''A passarela liga os diversos shoppings de atacado de roupa que ficam às margens da rodovia e recebem um grande fluxo de visitantes. Será uma comodidade para eles'', disse Rosangela. ''Na passarela tem elevador, rampa, ar-condicionado e posto de informação turística sobre a cidade'', descreveu a gerente. Na opinião dela, essa será uma forma de atrair ainda mais turistas para Maringá. ''O local foi aberto (informalmente) no mês passado e já triplicou o movimento nos shoppings''.
Fora isso, Maringá conta com postos de informações turísticas no aeroporto e na rodoviária para tirar dúvidas de visitantes. Rosangela lembrou ainda que a cidade oferece um city tour - um ônibus que passa pelos pontos turísticos - o qual foi remodelado no início deste ano. Também existem três centros de convenções - inaugurados nos últimos três anos - com salas modulares, que comportam vários tipos de eventos. ''Trabalhamos em parceria com o Convention & Visitors Bureau para captar eventos e consolidar os que já existem na cidade. E, Maringá é um local atraente, um município aroborizado, bem planejado e que tem como aliada a segurança'', completou.
Cascavel Em Cascavel, o cenário atual do segmento de hotéis é preocupante para os empresários. A cidade conta com 40 empreendimentos - de até quatro estrelas - 3 mil leitos, com taxa de ocupação média de 45%. ''É uma média baixa - e vem caindo cada vez mais - porque nos últimos anos houve uma grande oferta de leitos com a entrada de novos hotéis. Não podemos fazer nada, é a livre concorrência'', lamentou Odair Duarte Gonçalves, assessor do Sindicato de Hotéis de Cascavel.
Ele reclamou que o segmento recebe poucos incentivos tanto do poder público municipal quanto estadual. ''Na gestão municipal passada havia uma secretaria de turismo, agora não temos mais. E o governo estadual dirige os recursos para Foz do Iguaçu'', comentou Gonçalves.
Segundo a diretora de turismo de Cascavel, Mariza Hirt Vozniak, a atual administração da cidade vem trabalhando muito para o desenvolvimento do turismo local, o que reflete diretamente no segmento hoteleiro. Conforme ela, a prefeitura lançou juntamente com a secretaria de Estado e Turismo a Rota do Agronegócio, no ano passado. A Rota é dividida em caminhos: da Carne (empresas e fazendas voltadas a este segmento), da Tecnologia (universidades, entre outros órgãos), da Bebida e da Indústria. ''São formas de alavancar o segmento na cidade'', pontuou.
O Turismo Rural também é outra aposta da cidade. Além disso, Cascavel está criando o turismo ferroviário. Conforme Mariza, está sendo viabilizada uma estação ferroviária, que servirá tanto para cargas como para fluxo de turistas. ''A medida trará novos rumos para a economia local e também do Estado'', disse a diretora de turismo.


