Em Maringá, parte do comércio baixou as portas
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terça-feira, 16 de maio de 2006
Giancarlo Franquini<br> Especial para a Folha 
Maringá - Todas as rodovias de acesso a Maringá, noroeste do Paraná, foram fechadas pelos agricultores. De acordo com a Polícia Rodoviária, foram montados 45 pontos de bloqueio na região. Assim como nas demais localidades, o protesto iniciou por volta das 9 horas e se estendeu por todo dia. Grande parte do comércio baixou as portas em solidariedade ao movimento.
Na BR-376, saída para Paranavaí, o trânsito foi liberado de hora em hora. Em outros pontos, como na saída para Astorga, os agricultores interromperam totalmente a passagem e apenas as ambulâncias podiam passar.
Em todos os bloqueios haviam poucos caminhões. Os motoristas ficaram estacionados em postos de combustível. Os ônibus intermunicipais entre Maringá e outras cidades da região também ficaram parados durante todo o dia. A empresa América Latina Logística (ALL) decidiu interromper todo o transporte na região para apoiar o movimento.
Segundo o presidente Sindicato Rural de Maringá, José Antonio Borgui, o protesto cumpriu sua função e serviu para chamar a atenção de todos para o problema enfrentado pela agricultura. Ele não descartou a realização de novos protestos na cidade.
Em São João do Ivaí (75 km ao sul de Apucarana) a mobilização reuniu cerca de dois mil agricultores. Segundo Joarez Rocha, responsável pela divulgação do protesto, no início da manhã os participantes percorreram o centro da cidade em carreata e seguiram para a PR - 082. A concentração aconteceu em frente ao entreposto da Coamo Agroindustrial Cooperativa. Conforme ele, o protesto foi pacífico. As agências bancárias do município também foram fechadas pelos manifestantes. Em solidariedade à mobilização, não houve expediente no comércio local. (Colaborou Érika Zanon)


