Em Maringá, empresários estão um pouco mais confiantes
Em 2013, o polo têxtil de Maringá com 60 cidades na região contava com cerca de 2.200 empresas do segmento. Quatro anos depois e uma crise econômica acachapante neste meio tempo, atualmente são 1.268 indústrias de confecção com as portas abertas, buscando uma retomada ainda que tímida - neste início de 2017.
Algo que aconteceu de forma até surpreendente nos dois primeiros meses do ano, segundo o Sindicato da Indústria do Vestuário de Maringá (Sindivest). Os números positivos de contratações vieram depois de um segundo semestre de 2016 ainda com muitas demissões: entre julho e dezembro, 385 vagas de emprego foram fechadas. Agora, em janeiro e fevereiro, o saldo é de 155 vagas abertas.
O presidente do Sindivest da região, Carlos Ferraz, explica que a retomada das compras pelos lojistas para repor o estoque após o final de ano ficou acima dos que os empresários aguardavam. "Assim, conseguimos empregar um pouquinho mais. Não é um nível de contratações ideal e que possamos comemorar, mas é uma mudança que aconteceu e não sabemos se terá continuidade".
Ferraz ainda está receoso porque o crescimento na produção e vagas de emprego não continuou da mesma forma durante o mês de março, que ainda não tem números fechados pelo Caged. "Março não deu a mesma sequência do bimestre, foi um pouco mais fraco. Mas nós sentimos no empresário um pouco mais de confiança e que agora o cenário tende a fazer uma curva positiva. Isso deve repercutir na empregabilidade".
Para que isso aconteça, tudo depende do consumo na ponta da cadeia. O representante do setor relembra que o ano passado a queda do varejo foi de 10,6% comparado a 2015. "É claro que a indústria ia sentir o impacto, afinal, são 12 milhões de desempregados e pouco dinheiro circulando. O momento agora é de retomada, mas não o ideal. O retrocesso é muito forte e não será em 2017 que recuperaremos tudo isso. Está um pouco mais confortável que 2016, mas níveis aceitáveis, só após 2018". (V.L.)





