Em Londrina, o trabalho personalizado associado à comodidade de ter frutas e verduras frescas na porta de casa já passa de geração. É o caso do verdureiro ambulante Luiz Zanata que, este ano, tem o auxílio do filho, Cristian Raul Zanata, na atividade. A profissão, como destaca Cristian, foi iniciada pelo avô, Silvio Zanata, 83 anos, que é bem conhecido pelo apelido de seu ‘‘Camb钒. Ele utilizava como meio de transporte uma carroça puxada a cavalo.
  Luiz Zanata conta que também trabalhou com o pai na carroça de verduras. Este ano, com o apoio do filho ele trocou o veículo, uma camionete D–10, por um caminhãozinho novo ampliando em cerca de 40% o volume de produtos oferecidos – 40 a 50 itens, desde produtos de época até mesmo importados como as uvas sem caroço e kiwi.
  No itinerário da dupla de verdureiros estão várias ruas da cidade, condomínios horizontais, restaurantes, buffets e até hospitais. O trabalho começa na madrugada na Ceasa, pouco depois das 3 horas da manhã. Eles não falam em números, mas não escondem a satisfação com o serviço. Cristian, que era proprietário de um estacionamento no centro da cidade, afirma que a rentabilidade é boa.
  A veterinária Fernanda Barros Moreira é cliente antiga. ‘‘Desde meus 5 anos minha mãe compra verduras com eles’’, diz. Depois de casada, ela optou por continuar a tradição familiar. ‘‘Já fiz pesquisa de mercado e até tentei compar em supermercados e sacolões mas não dá para trocar pelo conforto dos produtos frescos e de qualidade na porta de casa’’. Segundo Fernanda, a diferença de preço é muito pequena e não onera o orçamento familiar.
  A relação de confiança com a clientela permite a adoção da caderneta, ‘‘sem o risco de calotes’’, afirmam Luiz e Cristian. Os pagamentos são quinzenais ou mensais.

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