Em Londrina, total de atendimentos cresceu 10%
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de agosto de 2002
Benê Bianchi<br>Reportagem Local 
Londrina O Procon de Londrina tem feito uma média de 100 atendimentos diários, conseguindo resolver 20% deles num primeiro contato com a empresa alvo da reclamação. Os demais casos, em que há resistência para resolver o problema, se transformam em reclamações formalizadas. Estas totalizaram, de janeiro até o dia 13 de agosto último, 1.501 registros. No mesmo período do ano passado, foram formalizadas 1.310 reclamações.
''Tivemos um aumento de 10% nas queixas formalizadas e isso se deve ao conhecimento cada vez maior que as pessoas têm de seus direitos. Em contrapartida, as empresas têm dado um refluxo no atendimento ao consumidor'', considera o coordenador do Procon local, Maritiniano Tito do Valle. A opção feita por muitas empresas por terceirizar o atendimento ao cliente é um dos fatores que tem prejudicado o consumidor, na avaliação de Tito Valle. ''Quando liga para reclamar, ele quase sempre fica ouvindo uma musiquinha um tempão e quando é atendido a pessoa trata o problema como se fosse dos outros'', diz.
Em busca de solução para suas reclamações, o consumidor acaba batendo com mais frequência na porta do Procon. Os alvos principais das reclamações continuam sendo os de produtos e serviços. Segundo Tito Valle, telefonia e serviço bancário são os campeões das reclamações, com 20% do atendimento diário do órgão. O setor de loteamento também merece destaque, devido aos juros abusivos e supervalorização de terrenos.
Entre as reclamações que começam a chegar agora ao Procon, uma tem chamado a atenção. Tito Valle informa que em torno de 10 pessoas se queixam, diariamente, de empresas que vendem equipamentos de informática. ''A linguagem desse setor é muito técnica. As pessoas compram computador com uma especificação e depois descobrem que levaram gato por lebre'', cita Tito Valle.
O coordenador do Procon informa que 70% das reclamações formalizadas acabam sendo solucionadas no órgão, sem necessidade de seguir para a Justiça. O índice, em sua avaliação, é bastante significativo por se tratar de um serviço gratuito e também devido à agilidade com que os problemas são resolvidos. Segundo ele, a maioria dos casos são solucionados em 30 dias.


